Capa e contra-capa do livro
INTRODUÇÃO Comunidade de Escola de Samba
Desde o início da civilização que o homem já sentia a necessidade de viver em grupo. Naquela época o objetivo maior era a busca pela sobrevivência; através da caça, da pesca e para se defender. Hoje não é muito diferente, o homem evoluiu, mas a necessidade de se integrar é a mesma, seja com amigos, família ou vizinhos. A convivência de determinados grupos deram origem as comunidades. Mas afinal o que é uma comunidade? Um dos sociólogos mais respeitados do século XXI, o escritor Zigmunt Bauman, define comunidade como uma lugar cálido, confortável e aconchegante. Para ele as palavras têm significado, porém, algumas inspiram sensações boas, como é o caso da palavra comunidade. Os anos se passaram e surgiu um segmento de comunidade, que muito se ouve falar, principalmente na época do canaval. São as famosas Comunidades de Escolas de Samba. O historiador Amailton Magno Azevedo, professor do Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP, acredita que o sentido de comunidade hoje, já foi capturado pelas instâncias de poder midiático que cobrem o carnaval, modulando novas representações sobre a idéia de comunidade, em certa medida está sendo apropriada pelos sambistas. O antropólogo observa ainda, que o sentido de comunidade hoje, está relacionado ao mercado do samba e do carnaval; e que é politicamente correto falar em comunidade, para construir um ideal de representação harmonioso, sobre a cultura carnavalesca que responde as necessidades das mídias, do turismo, da indústria e do lazer; sendo que hoje o samba e o carnaval, compõem um ideal de nação e identidade fechado, coeso e acabado. A palavra comunidade pode ter várias definições no dicionário ou na sociologia. Mas dentro de uma escola de samba, a definição vem do coração e do amor pela agremiação. Neste livro, escolhemos a comunidade da Escola de Samba Mocidade Alegre, do bairro do Limão, zona norte de São Paulo. São vários personagens que levarão o leitor a se encantar e emocionar. Gente simples que dedica horas, meses e anos não só para ver a escola campeã do Carnaval paulistano, mas também para se sentir e ser parte de um grande grupo unido.
Por Léia Lima e Danielle Holanda |
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